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1.
quero-me ,apenas ,no jogo do nada ,quando o tudo se des.diz e con.tradiz no rigor da verve
2. re.colho as chamas que o teu olhar de.mora para ,com elas ,talhar o nome que o vazio me pendurou ao pescoço
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peregrina a saudade multiplica-se nos corpos breves .tem como muralha o tempo
2. quando a linha do esquecimento se despe da evocação da lágrima .restos de solidões maduras
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no livro das memórias degusta-se o sono dos olhos
2. o meu olhar cativo em teu ventre zarpa
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no brilho do regresso exime-se a apoteose .o fascínio pela dissensão
2. no jogo binário das escolhas ,reservo a tristeza de uma carta em branco
1.
nada tem a ver com o re.começo onde ,liberta ,me fundeio.
2. não tenho amanhã no vazio do hoje .busco-me e o desespero amanhece-me no calor do não i.dentificável .agora não sou eu
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livre para cair como uma simples folha em
de.composição
2. na equivalência do gesto ,palavra e silêncio arrasam
o linear do engenho
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gravo rotas entre pontes e oceanos de palavras
2. há uma outra forma de escrever o silêncio ... escutando-o
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fluem novas fugas das páginas que não escrevi
2. golpeado o ventre que flameja em mar aberto .o meu assobia uma ária de Verdi
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fecham-se os livros às perguntas intrusivas
2. flagrante o modo como voraz me tornarei ausência .tão só des.dito de amor abortivo
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faço do brilho fátuo o semáforo da existência
2. faço do grito o limite duma evasão demitida .o futuro é mais perto se o presente se perde
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de eufemismo em eufemismo deflicto fantasias e sonatas antes de me concentrar no crocitar devastado das aves .dessedento-me
2. deixo o meu lugar marcado no rascunho dos epitáfios
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como o mistério do nascer primeiro ,a harmonia da
borboleta paira sobre o excesso do verbo .assim o voo
2. de azul cobrirei a sombra do meu silêncio .não ouso
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somos o tempo em que o silêncio se veste de
memórias in.questionáveis .somos o vento
2. vem com a brevidade do acróstico ,trazer um pouco de azul ao sol do meu bordão
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se me perder na encruzilhada ,procurarei ,como rumo ,o canto da tua nómada voz
2. se me tiver depois ,não hesitarei em alvitrar o
esquecimento na página do meu obituário
1.
quedo-me na instância do momento seguinte .invento-o
2. quem bordará o tempo na dobra do meu capote?