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1.
sou na embriaguez dum mundo menos redondo ,o ponto de encontro entre a vaga e a maré .cicatriz rasgada
2. trouxe na palma da mão a rendição do teu olhar .plasmei-o como sátira na in.confidência das marés mortas.
1.
sinto sob os pés lençóis de pranto e mergulho a dialéctica na acústica das mãos dormentes
2. somos um silêncio de sons espargidos em resistências .colhemos rosas
1.
será no fascínio de um escalar em choque ,que se disciplina ,em viagem vã ,o universo dos equívocos
2. seremos vagamundos do amanhã ,ou tão só um pouco de sombras projectadas na tela do ocaso .esquivo passo onde me confesso
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se tiver de partir fá-lo-ei na vacatura de uma
narrativa em branco .assim a vida
2. ser corpo ou gesto
múltiplos no volteio breve das borboletas .assim meu verso
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se limpo as estrelas ao som da sonata de Waldstein um manto de nuvens vai-se tornando mais ominoso
2. se no momento seguinte ,me vestir de acasos ,penitenciar-me-ei como um discípulo mudo da pausa .vaticino in.transigências
nas fibras do canto
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ressalvo de uma urgência é o instante de amaciar o desnublar da in.constância .talvez em re.verso
2. se hoje ,do in.sossego nasce a inconstância ,o medo e o vazio ,amanhã do verbo regurgitará a luz
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quero-me ,apenas ,no jogo do nada ,quando o tudo se des.diz e con.tradiz no rigor da verve
2. re.colho as chamas que o teu olhar de.mora para ,com elas ,talhar o nome que o vazio me pendurou ao pescoço
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peregrina a saudade multiplica-se nos corpos breves .tem como muralha o tempo
2. quando a linha do esquecimento se despe da evocação da lágrima .restos de solidões maduras
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no livro das memórias degusta-se o sono dos olhos
2. o meu olhar cativo em teu ventre zarpa
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no brilho do regresso exime-se a apoteose .o fascínio pela dissensão
2. no jogo binário das escolhas ,reservo a tristeza de uma carta em branco
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nada tem a ver com o re.começo onde ,liberta ,me fundeio.
2. não tenho amanhã no vazio do hoje .busco-me e o desespero amanhece-me no calor do não i.dentificável .agora não sou eu
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livre para cair como uma simples folha em
de.composição
2. na equivalência do gesto ,palavra e silêncio arrasam
o linear do engenho
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gravo rotas entre pontes e oceanos de palavras
2. há uma outra forma de escrever o silêncio ... escutando-o
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fluem novas fugas das páginas que não escrevi
2. golpeado o ventre que flameja em mar aberto .o meu assobia uma ária de Verdi
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fecham-se os livros às perguntas intrusivas
2. flagrante o modo como voraz me tornarei ausência .tão só des.dito de amor abortivo