1. de eufemismo em eufemismo deflicto fantasias e sonatas antes de me concentrar no crocitar devastado das aves .dessedento-me 2. deixo o meu lugar marcado no rascunho dos epitáfios
1. como o mistério do nascer primeiro ,a harmonia da
borboleta paira sobre o excesso do verbo .assim o voo 2. de azul cobrirei a sombra do meu silêncio .não ouso
1. somos o tempo em que o silêncio se veste de
memórias in.questionáveis .somos o vento 2. vem com a brevidade do acróstico ,trazer um pouco de azul ao sol do meu bordão
1. se me perder na encruzilhada ,procurarei ,como rumo ,o canto da tua nómada voz 2. se me tiver depois ,não hesitarei em alvitrar o
esquecimento na página do meu obituário
1. amanhã ,espero que seja tarde para a persistência
do erro .hoje ,cativo-o no espaço da memória 2. amanhã trarei palavras magnas para em nostálgica
contenção deixar um pouco de sol sobre a mesa
1. à espera de um entendimento entre a luz e o
silêncio 2. aguardam-se melhoras nas horas mortas .tardam os sorrisos
.ainda choram as dúvidas do amanhã .apronto-me
1. agora é tarde .a noite do meu esquecimento
inscreve-se ,devagar.mente ,no medo do meu desdobramento 2. desde a desistência que me escuso à ternura
.torno-me excessiva
1. um futuro rasurado
pelo medo .um ser disperso .um objecto que no presente se insurge em curva descendente 2. ao des.figurar o vazio dessedentei o prazer de
ensandecer o roçagar das ondas
1 .quando se desintegram os corpos ,restam os lugares 2 .recolho-me
na concha do grito .sem forma ,sem corpo ,sem voz .apenas reclusa do medo de um amanhã sem forma penitencial .reclamo-me
anDanças Danças & contraDanças ;des.arrumações seriadas ;em queda livre ;nas esquivanças do Verbo
13. TETRALOGIA DO SER-EM TRANSGRESSÃO
a cama in.certa do coito ;as nuvens brilham de um sol de fim ;depois das palavras chegam as cerejas ;volúveis são as crinas do Tempo
PROSA POÉTICA - livros a publicar
1. A POESIA VESTE A NUDEZ DA PROSA
na nudez da palavra em foz de rio
2. DA PROSA EMERGENTE À POESIA CONVERGENTE
o derruir dos arcanos ;os dedos talham a nervura dos lugares ;recessos envenenados
3. O TEMPO ENQUANTO ESCULTOR
as deambulações férvidas das sinopses ;o Tempo das ardências adormecidas
DISMORFOSIAS - experiências digitais
I. POESIAS EXPERIMEMTO-VISUAIS
metalinguagem dos ritmos ;estruturalismos poético-concretos ;formas quânticas ;linguagens imersíveis ;lugares de lunagem
II. COMEÇAR DE NOVO
com.passos de bilro-manias .1;com.passos de bilro-manias .2 ;avulsos alvitrados a ferro e fogo ;uma memória túmida de silêncios ;monólogos (Con)sentidos a va'RIOS ;entre desva'RIOS equações e símbolos